Inteligência e Instinto

24/04/2011 18:47

 

74. Pode estabelecer-se uma linha de separação entre o instinto e a inteligência, isto é, precisar onde um acaba e começa a outra?

“Não, porque muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.”

 

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

Não se pode determinar onde termina o instinto e começa a inteligência, contudo, um e outra têm funções diferentes, no âmbito da vida, e dá para perceber no homem evoluído, a imposição de um e a ascendência da outra. O instinto é a mesma inteligência em estado primitivo e a inteligência é o instinto aprimorado, porém, a divisão de um para com o outro é bastante sutil para que se possa constatar com os nossos sentidos.]

O instinto é uma espécie de condicionamento divino, na divina estrutura do Espírito; é pois, uma espécie de programação da Divindade, na formação da alma. Podemos analisar os animais: a cada espécie é determinado desenvolver um tipo de vida, e todas as gerações fazem o mesmo, por lhes faltar a razão, sendo ela o fator Primordial no aprimoramento de métodos de todas as criaturas humanas, é bom se notar que o homem de ontem não teria as mesmas condições de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de modo que o bem-estar cresceu, por ser fruto da inteligência. E, como já dissemos, também a inteligência irá ceder lugar à intuição, que tem aparências de instinto, mas vibra em faixa muito diferente: o primeiro é terreno e a segunda é divina. Em tudo no mundo há ordem para crescer e iluminar.

O instinto, no Espírito encarnado, não atrofia da maneira que muitos pensam, para que a inteligência o domine com toda a exuberância. Ele não desaparece. Notamos sua ação orientadora no mundo inteiro, como sendo uma mente instintiva, a orientar todos os órgãos, senão todo o mundo celular e, como inteligência, notamos sua ação benfeitora no campo externo, desenvolvendo as condições exteriores para a sua própria felicidade. Quando os sentimentos se iluminam, ajudam o raciocínio a beneficiar a coletividade, pela força do amor. A inteligência é prova evidente da maturidade da alma, e é neste momento que Deus acha conveniente que o Espírito fique mais livre e caminhe com os próprios pés, que entre na fase de conquistar a sua paz e, notadamente, responder pelo que faz com as suas faculdades. O instinto é cego no tocante a escolhas por si mesmo; é uma programação, se assim podemos dizer. Já a inteligência tem a capacidade de selecionar e saber o melhor. Ela faz parte mais diretamente da consciência e tira dela informações sobre as leis naturais da vida e das vidas sucessivas.

Tudo isso é motivo de muitas pesquisas ainda, para que a luz se faça. Não podemos deixar de escutar assuntos como esses, tão fascinantes, nos levando a crer que grande parte da nossa felicidade se encontra ao nosso alcance, depois, da dependência de Deus. A Doutrina dos Espíritos veio abrir um campo grandioso de estudos sobre a vida espiritual, e a mediunidade em todas as dimensões de vida nos pode fornecer muitas informações valiosas acerca da vida, da alma e de todos os seus sensíveis corpos, para que possamos nos expressar e avançar para o Senhor.

O instinto impõe o caminho que a alma deve percorrer, a inteligência analisa, observa, e convida o Espírito para experimentar com parcimônia, e a intuição tem plena consciência dos caminhos a percorrer.

Que Deus nos abençoe, para que possamos entender melhor a vida que vivemos.

 

 

 

Fonte: http://www.olivrodosespiritoscomentado.com

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